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Opinião

Fake news: o desafio das democracias na era digital

Combate à fake news é crucial para proteger democracias da desinformação, violência e polarização.Combate à fake news é crucial para proteger democracias da desinformação, violência e polarização.
Nijwam Swargiar
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Unsplash
Arilson Chiorato
19/2/2024 9:38

Em tempos de internet e redes sociais, a informação se propaga à velocidade da luz. Mas, junto com a facilidade de acesso ao conhecimento, surge um perigo real: a proliferação de informações falsas, também conhecidas como fake news.

Essas notícias falsas, muitas vezes criadas e disseminadas com má intenção, podem ter um impacto devastador nas democracias. Elas podem manipular a opinião pública, erodir a confiança nas instituições e até mesmo incitar a violência, como temos presenciado dia após dia dentro do movimento bolsonarista.

Porém, antes de falar de 8 de janeiro de 2023, é importante lembrar que as fake news são empregadas há tempos. Na Alemanha nazista, Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, utilizou a mídia para manipular a opinião pública e incitar o ódio contra os judeus. A desinformação massiva vira verdade, comprovando a veracidade por trás da famosa frase de Goebbels: "Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”.

Um estudo recente da Universidade de Oxford revelou que as fake news são 70% mais propensas a serem compartilhadas nas redes sociais do que notícias verdadeiras. Imagine o estrago que esse tipo de informação falsa faz para uma pessoa, uma vez que o algoritmo direciona cada vez mais conteúdo semelhante? Podemos dizer que não se cria uma “bolha”, mas um “micromundo” à parte.

Sobre o episódio do dia 8 de janeiro, as informações falsas desempenharam papel crucial. Através de aplicativos de mensagens e redes sociais, uma horda de manifestantes radicais, incitados por meses de desinformação e teorias conspiratórias, invadiu e depredou as sedes dos Três Poderes em Brasília.

As fake news foram criadas para alimentar a narrativa de fraude eleitoral, para deslegitimar as instituições democráticas, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que viraram alvos constantes de ataques nas redes sociais. Também incitaram a violência em diversos momentos, além do armamento da população.

Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou que 70% das fake news sobre as eleições de 2022 eram favoráveis a Jair Bolsonaro. Já uma pesquisa da Datafolha revelou que 38% dos brasileiros acreditavam em pelo menos uma fake news sobre as eleições.

Já percebemos que as fake news são verdadeiras bombas-relógio prontas para destruir democracias, mas não é impossível desarmá-las. Para o nosso bem e da democracia, inclusive do próximo processo eleitoral, será preciso responsabilizar quem produz e dissemina informações falsas, inclusive as plataformas também devem ser responsabilizadas, porque se não tomarmos medidas para mudar este cenário de desinformação, podemos ver o crescimento da polarização, da violência e do extremismo. É hora de agir! Todos nós temos a responsabilidade de proteger a nossa democracia e garantir que a verdade prevaleça.

Última atualização
19/2/2024 14:52

'Memórias de chá', novo livro do CIS, ganha vida com homenagens e relatos

'Memórias de chá', novo livro do CIS, ganha vida com homenagens e relatos

Jane Hir
20/4/2024 9:27

Já faz algum tempo (acredito que esse seja um presente do envelhecimento) que venho aprendendo a saborear os momentos vividos. É como se relesse com atenção uma parte da história que ainda estou construindo.

Há duas semanas, escrevi sobre a apresentação do livro Memórias de chá, escrito pelas educandas do Centro de Integração Social (CIS). Nesse evento, uma cena se destaca entre as minhas lembranças: a diretora da unidade presta uma linda homenagem ao seu pai para representar, naquele momento, o leitor.

Pateta no trânsito: reflexões sobre raiva e autocontrole

Controlar o 'Pateta interno' pode transformar sua condução

Carolina Schmitz da Silva
20/4/2024 9:08

Na minha infância, lembro-me de assistir ao filme do Pateta no trânsito, uma animação da Disney na qual ele se transforma em uma pessoa raivosa ao dirigir. Aquela mudança de humor ao entrar em um carro me impressionava profundamente.

Agora, como adulta, vejo-me controlando meu Pateta interno e, em alguns momentos, percebo sua força crescer enquanto dirijo. Tendo consciência de quando ele domina, reconheço quão inadequado ele é.

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